Sinopse de Star Wars: A Guerra dos Clones

Star Wars está de volta aos cinemas, agora no formato animação. “Star Wars: The Clone Wars” lidera uma série de curtas-metragens de 30 minutos que será exibida nos canais Cartoon Network e TNT.


A trama funciona como uma espécie de “Episódio 2 e meio” da série, situada entre “Ataque dos Clones” (2002) e “Vingança dos Sith” (2005). Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker, agora generais das tropas republicanas nas Guerras Clônicas, precisam resgatar o filho do horrendo Jabba the Hutt. Tudo para conquistar a simpatia do monstrengo e liberar territórios para que o exército de clones avance na disputa contra os Separatistas, liderados por Conde Dookan. E Anakin, ao mesmo tempo em que tem de lidar com seus impulsos juvenis, ganha uma aprendiz, a impetuosa Ahsoka Tano, a quem tem de treinar.

Desconhecido da maioria de seus seguidores, o próprio Dookan era um Lorde Sith, agindo em conluio com seu misterioso mestre, Darth Sidious. Com o passar dos anos, Sidious se aliara de maneira escusa às grandes forças econômicas e suas milícias particulares, impossíveis de serem detidas devido ao seu número crescente. Em determinado momento, o Conde Dookan atraiu os Jedi, sem despertar a desconfiança deles, para uma armadilha no planeta deserto Geonosis. Como os Separatistas detinham pouco conhecimento, os Jedi descobriram uma arma secreta: um exército maciço de clones, que a República criara em segredo, alguns anos antes. Os Jedi venceram a batalha de Geonosis, mas a vitória foi breve.


Em vez de confirmar o poder dos Jedi, Geonosis se transformou na primeira batalha, em meio à guerra generalizada que se espalhou como rastilho de pólvora por toda a galáxia, englobando milhares de sistemas estelares. Foi o início das guerras clônicas.


Agora, os Jedi lutam para manter a liberdade e restaurar a paz na galáxia, usando seu exército de clones contra o numeroso exército inimigo. Em centenas de planetas, Jedi e Separatistas lutam pelo futuro da galáxia. À medida que o terrível conflito se dissemina, Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi, Ahsoka Tano e Padmé Amidala mergulham no turbilhão da guerra, enquanto nada detém o Conde Dookan, Darth Sidious e Asajj Ventress em seu caminho para derrubar a República.

STAR WARS: A GUERRA DOS CLONES - Grande estréia nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2008 !!

STAR WARS: A GUERRA DOS CLONES (Star Wars: The Clone Wars, EUA/Singapura, 2008; 90min). Roteiro: Henry Gilroy, Steven Meiching e Scott Murphy baseado nos personagens criados por George Lucas. Direção: Dave Filoni. Elenco: vozes de Samuel L.Jackson, Grey Delisle, Anthony Daniels, Matt Lauter, Tom Kane, Ashley Drane e outros. Versões dubladas e legendadas.

Animação computadorizada. A galáxia é consumida pelas guerras clônicas, uma massiva guerra civil que entrincheirou os malvados separatistas e seus exércitos andróides contra a república e seus protetores os Jedis. Para ganhar uma vantagem SkyWalker e sua aprendiz Ahsoka são enviados em uma missão com vastas conseqüências. O longa precede uma série animada no mesmo estilo e que já tem 30 episódios prontos a serem exibidos na televisão dos Estados Unidos.

Como fã foi trabalhar na Lucasfilm

Há três anos, Dave Filoni estava na fila para ver Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith como qualquer outro fã. Vestia uma fantasia feita à mão, de um de seus personagens prediletos de Star Wars, um Cavaleiro Jedi relativamente desconhecido, Plo Koon, e compartilhava seu amor por Star Wars com outros na fila em Hollywood, na Califórnia, distribuindo brinquedos de sua coleção particular. Mas, de qualquer forma, ele era somente mais um fã de Star Wars que guardava a ambição familiar de trabalhar algum dia com George Lucas.

Esse dia chegou antes do esperado. Em 15 de agosto, a Lucasfilm Animation lançará seu primeiro longa-metragem em animação da série Star Wars: The Clone Wars. Lucas é o produtor-executivo, Filoni, o diretor. "Alguém recentemente me perguntou como me sentia por ser uma das quatro pessoas que dirigiram um filme Star Wars", afirmou Filoni. "Eu quase caí da cadeira! Foi tudo tão rápido que nem parei para pensar nisso dessa forma".

Mas o fato é que Filoni se junta a Lucas, Irvin Kershner (O Império Contra Ataca) e Richard Marquand (O Retorno de Jedi) no raro time de diretores de Star Wars, e ainda tem outra distinção: ele é o primeiro diretor a criar um longa de animação de aventura Star Wars. "É um sonho que se realiza de tantas formas. Não, é melhor, vai além dos meus sonhos mais loucos", afirma.

Além do universo

"Por outro lado, no entanto, preciso colocar minha condição de fã de lado, para contribuir de igual para igual. Quero ser capaz de estar em pé de igualdade com o George, e quero que o filme The Clone Wars tenha seu lugar próprio ao lado de Star Wars". Lucas pensa diferente: "É ótimo trabalhar com um grande fã como Dave, porque ele sabe mais sobre Star Wars do que eu", diz o chefe.

"É fácil para ele conseguir referências sobre Star Wars de outros meios, como livros, quadrinhos ou videogames Star Wars – que vão muito além daquilo que eu concebi. Isso permite que tenhamos uma noção melhor desse universo e que o filme seja mais rico e entusiasmante para os fãs", acredita Lucas. "Esse rico universo expandiu a história além do enredo central da família Skywalker", revela.

Fidelidade

Veterano em projetos de animação populares como Avatar: A Lenda de Aang e Kim Possible, Filoni afirma que a meta mais importante para ele e a equipe de criação em Marin County, sede na Califórnia da Lucasfilm Animation, foi fazer um filme de animação Star Wars "único e inesperado", e ao mesmo tempo permanecer fiel ao espírito e apelo que colocaram a série entre os filmes de ação mais populares já criados.

"Eu sou antes de mais nada um grande fã de Star Wars e quero criar um filme que outros fãs, tanto aqueles que cresceram vendo os filmes, quanto aqueles que os descobriram com as seqüências, poderão curtir como uma aventura na galáxia criada por George", diz Filoni.

Surpresa

Embora há muito se espere a série televisiva, que estreará no Cartoon Network americano no próximo outono no hemisfério norte, o anúncio de que Star Wars: The Clone Wars seria um longa metragem pegou muitas pessoas de surpresa. "Eu também me surpreendi quando George nos contou sua idéia", conta Filoni.

Ele continua: "Quando assistimos ao trabalho inicial que a equipe de animação estava desenvolvendo, George não parava de dizer o quanto estava impressionado pela forma como aparecia na tela grande. Todos nós pensamos nisso por um tempo, e aí fazia todo sentido –á que estamos introduzindo algo inteiramente novo para Star Wars, devemos fazê-lo como um longa-metragem". Catherine Winder, produtora do filme, relembra a decisão de se fazer um longa-metragem. "George me levou para fora no Skywalker Ranch, em um dia cinza chuvoso, e disse: "O que você acha de fazer um filme?". Bem, estávamos no processo de criar uma série de TV, de construir uma divisão e um estúdio só de animação, e parecia um desafio enorme. Então Dave e eu pensamos a respeito, no trabalho envolvido, e dissemos 'OK, parece uma ótima idéia!'".

Separatismo

Concebido e desenvolvido para o cinema, Star Wars: The Clone Wars começa um pouco após o fim do Episódio II de Star Wars: O Ataque dos Clones. A Guerra dos Clones é uma batalha entre a República no poder e o grupo crescente de sinistros Separatistas que desejam dominar a galáxia, alcançou e se espalhou por vários planetas.

Anakin Skywalker (voz de Matt Lanter) e Obi-Wan Kenobi (voz de James Arnold Taylor) estão se defendendo de um ataque em massa do exército de andróides Separatistas e lideram um esquadrão de clones criados para lutar na guerra. Durante a batalha, eles ganham a ajuda de uma aliada inesperada: Ahsoka Tano (voz de Ashley Eckstein), uma adolescente cheia de energia e determinada que recebeu a missão do Mestre Jedi Yoda de se tornar um aprendiz Padawan sob a tutela de Skywalker.

Mocinha

"Acrescentar Ahsoka à galáxia Star Wars foi como uma injeção de adrenalina", diz Filoni. "Ela é uma grande nova personalidade para explorarmos, e quando ela e Anakin recebem a missão que os põe contra os malvados Sith, todo o filme ganha um novo tipo de energia. Ela é uma Jedi feminina e, com certeza, poderíamos usar mais disso em Star Wars, além de ser um ótimo contraponto ao Anakin".

A criação de uma versão animada de Star Wars trouxe novos desafios criativos a Filoni e sua equipe de mais de 150 animadores, artistas e desenhistas. "As histórias de Star Wars são quase míticas, mas na tela de cinema elas também ganham vida com os atores que são fáceis de reconhecer e tem suas próprias personalidades. Tivemos que descobrir uma forma de achar a essência dos personagens como Anakin, Obi-Wan, Conde Dooku e Padmé e recriá-los de forma a não só tentar copiar ou reproduzir personagens humanos", explica o diretor. " unca pensamos em usar técnicas tipo motion-capture, porque queríamos criar algo inteiramente novo e diferente".

Thunderbirds

Lucas desafiou Filoni, Winder e suas equipes a pensar em uma variedade de abordagens, e os animadores se inspiraram em vários lugares. "Amamos o visual de animé, com que trabalhei em Avatar, e os mangás japoneses usam enquadramento e iluminação bastante agressivos", diz Filoni. "Era importante não ser como uma única coisa, e não ser muito 'desenho animado' na nossa abordagem".

Filoni revela que uma grande inspiração para nós foi o trabalho de Gerry Anderson, que fez Thunderbirds nos anos 60 usando marionetes. "A animação é um campo muito vasto e tem muitas possibilidades para simplesmente dizer 'Vamos fazer o que os outros estão fazendo'. Queríamos criar um visual próprio para a Lucasfilm Animation, desenvolver um estilo próprio".

Filoni acredita que o risco de criação que a Lucasfilm Animation assumiu, estimulada pelo produtor executivo Lucas, agradará os fãs antigos e vai entusiasmar os novos. "Em Star Wars: The Clone Wars, temos novos personagens, novos planetas, novos veículos, novas batalhas e uma nova história. E tem uma animação com um novo estilo", diz. "É realmente Star Wars como nunca visto antes – em todos os sentidos".